O tempo pluraliza as dores
Os ais de tantas as perdas
Sob o sopro curvado do outono
Platânos arrastam silêncios
Nesta vertigem de desencontros
Cordas metálicas do vento
Dissipadas na ausência do olhar
Andarilhos sob os caminhos de maio
Somos árvore, tronco e folhas
Perdidos neste mar de interrogações
Nestes sonhos jogados ao léu
Sob o olhar plácido do por-do-sol
Resta o sal e a perda
E a prisão das horas...